Mercado de luxo: projeções para 2022

Como será o mercado de luxo em 2022: tendências e projeções

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O mercado de luxo mundial também foi um dos vários setores afetados pela pandemia de covid-19, entretanto, foram poucas semanas de “turbulência” até que as compras do setor ficassem estáveis novamente.

O mercado de luxo agrega a comercialização de experiências – como viagens e spas -, além do segmento de roupas, acessórios, joalheria, perfumaria, entre outros. No Brasil, o destaque do período ficou com o mercado imobiliário.

Apesar da crise mundial devido a pandemia, o avanço tecnológico permitiu que as marcas de luxo tivessem acesso ao público por meio da internet. A necessidade de comprar sem precisar sair de casa fez com que este ramo rapidamente se recuperasse e voltasse a apresentar sinais de crescimento.

 

Mercado de luxo no mundo

Com mais milionários no mundo, o mercado de luxo se tornou ainda mais aquecido. Segundo o Boston Consulting Group é esperado que a área apresente um crescimento entre 41% a 50% em 2021, com base no ano anterior.

A companhia LV (Louis Vuitton) é uma das que mais se destaca neste quesito. Atualmente reconhecida como a marca de luxo mais valiosa do mundo segundo o Grupo Kantar, a empresa foi avaliada em US$ 75 bilhões em 2020. Em segundo lugar encontra-se a Chanel, com valor de mercado de US$ 47 bilhões.

A LV é propriedade da LVMH Möet Hennessy Louis Vuitton, um conglomerado de luxo que possui mais de 75 marcas em seu portfólio, com nomes como Dior, Bulgari e Tiffany.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Luxo (Abrael) a projeção de aumento na receita do mercado de bens de luxo é de 3% até 2025, apesar de parecer um número baixo, é preciso lembrar que este valor chegou a US$ 5,226 bilhões em 2020.

 

Posicionamento no mercado de luxo

Adaptar-se para atuar online seja com compras via site ou aplicativo não é a única mudança que tem permitido ao mercado de luxo um crescimento tão grande mesmo em tempos de crise. 

As marcas de luxo tem se tornado cada vez mais abertas ao contato com o consumidor, fornecendo diversos canais de comunicação, mostrando maior posicionamento organizacional nas redes sociais e oferecendo produtos personalizados para clientes recorrentes.

A relação dos clientes com a empresa sempre foi a base do mercado de luxo, e é essencial que as marcas tenham este tipo de posicionamento também no mundo digital, uma vez que os públicos que mais consomem produtos de luxo são os chamados millennials e a geração Z.

Os jovens são a faixa etária mais presente no mercado de luxo, sendo 39% do público deste mercado em 2019. A previsão é de que até 2025 este número chegue a pelo menos 60%. Eles também são os que mais acreditam na recuperação econômica: 53% confia que será um processo rápido.

 

O que esperar do mercado de luxo brasileiro em 2022?

A mudança de posicionamento das marcas no mercado de luxo também ocorreu no mercado brasileiro. O esperado para 2022 é que o crescimento apresentado continue, uma vez que este nicho não ficou desaquecido no Brasil mesmo durante crise causada pela pandemia.

A Abrael viu um crescimento acima do esperado no mercado de luxo brasileiro a partir de 2020. 

O público de alto padrão passou a investir em itens de luxo em terras brasileiras, resultando em um crescimento médio de 51,74% do mercado em setembro de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já conhecido como um oásis para as marcas de luxo, a mudança de comportamento dos consumidores brasileiros atraiu ainda mais o olhar das marcas de luxo. Nomes como Louis Vuitton, Giorgio Armani e Chanel são os mais requisitados em terras brasileiras.

 

E-commerce e mercado de luxo

O principal canal de vendas para o mercado de luxo foi o e-commerce. As vendas por meio de sites e aplicativos chegaram a crescer em 694%, com destaque inicial para produtos cosméticos, autocuidado e luxo pessoal.

Entretanto, agora é possível perceber um aumento em outras áreas do mercado de luxo, como automóveis e imóveis. Carros como Jaguar, Ferrari e Porsche estão em alta no mercado.

O consumo de produtos de alto padrão tem ido além do luxo pessoal no mercado brasileiro, e investir em imóveis tem se tornado cada vez mais um posicionamento do público de alto padrão.

A possibilidade de possuir um imóvel de luxo proporciona não apenas segurança e conforto, como também um espaço apropriado e seguro para alocar bens como obras de arte e móveis assinados por designers premiados.

 

Mercado imobiliário de luxo em alta

O mercado imobiliário de luxo no Brasil conta com diversos projetos de arquitetos e designers famosos. Os projetos de luxo brasileiros levam assinaturas de grandes nomes como João Armentano, Itamar Berezin, Ricardo Ramenzoni e Roberto Migoto.

O país é o único no mundo onde não houve retração do mercado de luxo, e o setor de construção civil também segue aquecido, com 317 mil empregos gerados entre junho de 2020 e maio de 2021.

O indicador de confiança do setor imobiliário brasileiro é um estudo realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, e segundo este índice a quantidade absoluta de vendas de imóveis cresceu em 55% no final de 2020.

Os imóveis de alto padrão obtiveram um crescimento ainda melhor: 67%. Estes números são essenciais na hora de pensar em investir em imóveis de alto padrão, uma vez que este tipo de empreendimento sempre acaba valorizando com o tempo.

O mercado de luxo como um todo está em expansão no Brasil, e o setor de construção civil também segue pelo mesmo caminho. O momento é ideal para quem busca adquirir produtos de luxo e investir no futuro.

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