Kempinski Brasil

Kempinski Brasil: rede hoteleira abre seu primeiro resort no país

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Fundada em Berlim em 1897, a mundialmente famosa rede de hotéis Kempinski está negociando para abrir seu primeiro resort, o Kempinski Brasil. A marca é reconhecida pela excelência, tradição e alto nível de sofisticação ofertados ao público de alto padrão.

A Kempinski está presente em 34 países, com 78 empreendimentos e, até então, nenhum  deles na América do Sul. A escolha do Brasil para sediar o primeiro hotel da marca não é à toa, uma vez que o país tem conquistado a fama de ser um “oásis” para marcas de luxo.

Reconhecida como a mais antiga rede de hotéis do mundo, a empresa atualmente trabalha com o modelo administrativo, no qual não possui propriedade dos empreendimentos, apenas os administra. O Kempinksi Brasil seguirá o mesmo formato.

Todos os hotéis administrados pela rede seguem o alto padrão esperado em projetos de arquitetura e design de interiores para o mercado de luxo, idealizados para atender com excelência ao público mais exigente.

 

Kempinski no Brasil

Os proprietários do empreendimento no Brasil são José Ernesto Marino Neto, Márcio Carvalho e José Paim, este último reconhecido por atuar no ramo imobiliário. O local escolhido para sediar a primeira Kempinski Brasil foi o hotel Laje de Pedra, na Serra Gaúcha.

“Por ser de família gaúcha, conheço o Laje de Pedra desde a sua inauguração e, como todos que já estiveram por lá, tenho uma relação afetiva com aquele lugar” declarou Paim, afirmando que o local é um dos mais lindos que já esteve, com grande significado e destaque histórico.

 

Mirante Laje de Pedra, por Renato Soares

 

Os sócios já estão estudando outras oportunidades imobiliárias no país, com quatro possibilidades em vista. A previsão é de que ao menos dois hotéis sejam anunciados ainda em 2021, sendo um deles no litoral do Nordeste.

 

Turismo de luxo no Brasil

Apesar da crise econômica do país, o mercado de luxo brasileiro vem crescendo nos últimos anos, inclusive durante a pandemia de covid-19, época na qual o ramo cresceu cerca de 50%, sendo um dos únicos países em que o mercado não sofreu retração.

A pandemia de covid-19 fez com que os brasileiros passassem a prestar mais atenção nos pontos turísticos nacionais, buscando por alternativas de luxo no mercado interno. A alta do dólar também colaborou para que os produtos de luxo nacionais se tornassem ainda mais atrativos.

A chegada da Kempinski no Brasil advém de um contexto no qual o país tem se destacado cada vez mais no cenário mundial do mercado de luxo, com uma procura crescente por novos empreendimentos e investimentos que atendam demandas da classe mais alta.

Marcas tradicionais como a Kempinski oferecem em seus serviços um nível de sofisticação e atenção aos detalhes que têm sido muito procurados no mercado nacional. Somente em 2021 já foram 42 brasileiros que entraram na lista de super-ricos da revista Forbes, consolidando a imagem da nação internacionalmente como um país onde há demanda para o mercado de luxo.

 

Novo Hotel Kempinski Brasil

O primeiro hotel da Kempinski Brasil tem como foco atender a demanda das 160 mil famílias de classe A+ que moram em um raio de 300 km do local onde está o hotel Laje de Pedra localizado em Canela, na Serra Gaúcha, perto da famosa cidade de Gramado.

A região conta com uma história de colonização alemã e possui até hoje uma forte tradição e apego cultural com o país germânico. O Laje de Pedra é reconhecido como um dos hotéis mais tradicionais da região, tendo inclusive recebido em um dos seus salões a assinatura do Tratado Mercosul em 1992, além de ter sido eleito várias vezes como melhor hotel do Brasil.

Durante a administração anterior, o hotel acabou afastando-se dos seus antigos dias de glória, tendo sido adquirido pelos sócios José Paim, José Ernesto Marino Neto e Márcio Carvalho em 2020.

Após a reforma, o hotel deve ocupar uma área de 61 mil m². Serão 357 apartamentos com áreas entre 54 m² e 290 m², além de outras atrações como quatro restaurantes, cinco bares internacionais, rooftop e enoteca.

Além disso, outras comodidades presentes serão uma área destinada para eventos, teatro, spa padrão europeu, clube para crianças, piscinas aquecidas e uma academia de 1 mil metros quadrados. Estes são apenas alguns dos atrativos que serão disponibilizados pelo Kempinski Brasil.

Para usufruir do luxo e sofisticação do Laje de Pedra Kempinski Brasil, a previsão inicial é de que as diárias fiquem em R$ 2,5 mil, segundo Marino Neto: “Serão cerca de US$ 500 por dia, mas este valor pode ser revisto até o lançamento e depende do aval do Kempinski”.

Para os que buscam uma experiência ainda mais luxuosa e privativa, um dos principais diferenciais deste empreendimento da Kempinski Brasil é o sistema de propriedade compartilhada, onde a rede hoteleira disponibiliza a alternativa de residências privadas com mordomo, adega e garagem privativas, fechadas individualmente.

 

Kempinski Hotel Ishtar
Kempinski Hotel Ishtar, por David Jones

 

Este tipo de empreendimento de propriedade compartilhada está associado ao serviço de intercâmbio de propriedades de altíssimo luxo, ou seja, os proprietários poderão trocar estadias do mesmo padrão em mais de 90 países.

 

Hotel em Canela

A região da Serra Gaúcha é reconhecida por atrair o público que busca por estadias e itens de luxo, acostumado ao padrão de qualidade europeu. A região é famosa por suas baixas temperaturas durante o inverno, chegando a nevar em cidades como Gramado e Canela.

Além do novo Kempinski Brasil, a região já abriga outros hotéis de luxo famosos como o Colline de France e Saint Andrews. A cidade de Canela é uma das mais charmosas do Brasil e permite fácil acesso às excelentes vinícolas, aos cânions gaúchos e várias outras atividades que promovem o contato com a natureza na região dos Campos de Cima da Serra.

 

Turismo na serra gaúcha

O sócio proprietário do Kempinski Brasil, José Paim, declarou que a crise provocada pelo novo coronavírus atingiu sim a hotelaria urbana, entretanto, o turismo de luxo continua crescendo, uma vez que há “mais empresários e profissionais liberais trabalhando remotamente a partir de uma segunda residência. Eles podem estar na sua casa de campo, de praia, ou no resort”.

O turismo na serra gaúcha sempre foi tradicional para públicos de alto padrão, e com a mudança para o modelo de trabalho remoto, é esperado que os números aumentem mesmo fora da temporada de inverno, uma vez que há procura por locais paradisíacos. Afinal, quem não gostaria de sair do trabalho e curtir a exuberante natureza serrana do Sul?

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